A pergunta fundamental
Se é que isso existe
Quase sempre tenho uma (ou várias) pergunta estagnada no fundo da minha mente. Essas perguntas surgem do nada, em conversas com amigas, em algo que assisti, em caminhadas sozinha. São perguntas que voltam e atordoam por alguns minutos, todos os dias. As clássicas, filosóficas e existenciais já foram quase todas.
Comecei a coletar essas perguntas depois de ler O caminho do artista da Julia Cameron. Volta e meia me vem uma faísca de vontade de fazer algo com esse banco de questionamentos. Um projeto, um aplicativo, um perfil nas redes incentivando que mais pessoas também escrevam suas reflexões, até mesmo um grupo para discutir coletivamente.
E ao mesmo tempo que a faísca vem ela vai embora: não me falta vontade, me falta tempo para mais uma atividade que eu faria por amor e que não seria remunerada (não da forma justa considerando o trabalho que daria). A realidade de tanta gente criativa por aí: todos os dias mil ideias e 999 delas indo para o lixo pela inviabilidade de existir nessa realidade de capitalismo tardio.
Nos últimos tempos uma pergunta pairou e nunca mais saiu: “O que eu quero?”. Essa pergunta, carregando o poder das perguntas genéricas, me fez entrar na espiral da auto-reflexão como nenhuma outra. Como é difícil despir o querer das pressões sociais, desprender a vontade genuína do que esperam de nós e do que sempre fizemos. Como é praticamente impossível se desligar do que a gente fez, de forma bem sucedida, para fortalecer o desejo do novo, seja ele o que for.
Quando a pergunta é respondida, ela acaba sendo acompanhada de mais perguntas: essa vontade vem de onde? quem além de mim vai se beneficiar disso? eu me sinto autorizada socialmente a perseguir esse querer? O que eu preciso abandonar para perseguir esse desejo?
E assim a gente vai, a cada dia mais perdida.
Eventos & Artes
#1 OFICINA Bordado para largar o celular: Na noite de 17 de junho, uma quarta-feira, vou ministrar essa oficina para iniciantes em bordado. A turma vai ser na Casa da Dinda, no bairro Cidade Baixa, das 18h30 às 21h30. É um evento para quem deseja dar os primeiros passos nesse universo do bordado ou relembrar a técnica e aprender boas práticas.
#2 NOVAS PEÇAS Coleção nova disponível no site. Essa coleção foi produzida com o intuito de compor a vitrine que fiz para a disciplina de projetos efêmeros, do curso de Design de Interiores. Ao criar essas peças pensei nas frases que formam os valores fundamentais que me motivam a fazer o que eu faço.
#3 OUTROS A. Volta e meia vocês respondem aos emails da news perguntando quando eu volto a participar de feiras e a resposta é: não sei. Mas assim que souber aviso aqui pela news e também no insta. B. Outro pedido recorrente é que eu comente sobre o curso de Design de Interiores: farei uma news sobre esse assunto assim que as aulas acabarem (é o meu último semestre!).
Indicações
#1 SÉRIE The Testaments é um spin-off de The Handmaid’s Tale. Mais uma série baseada no universo criado pela Margaret Atwood, em seus livros. A série acabou de encerrar sua primeira temporada, com episódios semanais. Acompanhei semana a semana a partir do quinto episódio e em todos eles senti vontade de trocar ideia com alguma amiga.
#2 SÉRIE Os Outros é uma série original da Globoplay, brasileira. Na primeira temporada a Adriana Esteves BRILHA. Que mulher, que atuação, em momento algum duvido do desespero daquela personagem feita brilhantemente. Na segunda temporada a Letícia Colin é a perfeita chata de condomínio, crente, com síndrome de salvadora. Que elenco, que série. Ainda não vi a terceira temporada.
Gosta desse conteúdo e quer apoiar a continuidade?
Faça um PIX de qualquer valor para brunaantunes@gmail.com
Sugestão de valor: um cafezinho no bar da tua rua.
Agradeço a quem acompanha, apoia e torce por mim. Essa publicação sem anúncios, sem IA e antialgoritmo, só é possível graças ao generoso apoio de leitoras como você.
Um abraço e até logo!



